Petrobras . Blog Fatos e Dados

home

Blog Fatos e Dados

home

5 Coisas que você precisa saber sobre a renovação da Bacia de Campos

19.nov.2020

Com projetos de renovação da produção e novas descobertas no pré-sal, Bacia de Campos ganha fôlego e aponta para um futuro promissor

Laboratório em escala real para o desenvolvimento de tecnologias que mudaram os rumos da indústria mundial de petróleo e gás, a Bacia de Campos foi o celeiro de inovações que nos projetaram internacionalmente como líderes em exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas.

Graças à evolução ali experimentada, expandimos nossa produção offshore, desenvolvemos soluções inéditas com o nosso DNA tecnológico e acumulamos conhecimento suficiente para avançarmos em direção a águas cada vez mais profundas até chegarmos à descoberta do pré-sal.
 
E, nessa evolução, a Bacia de Campos segue desempenhando papel relevante em nossa estratégia de negócios – e continuará recebendo novos investimentos, além de concentrar projetos promissores. Hoje ela produz cerca de 800 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia, volume que corresponde a aproximadamente 30% da produção de petróleo e gás no Brasil. A bacia estende-se do Espírito Santo, na altura de Vitória, até Arraial do Cabo, no litoral norte do Rio de Janeiro. 
 
Nela, a Petrobras montou uma verdadeira cidade flutuante, que se traduz em um dos maiores complexos petrolíferos em águas profundas da indústria. São cerca de 280 poços produtores e 25 plataformas marítimas em operação – que produzem tanto no pós-sal quanto no pré-sal. Não é pouco. 
 

Fôlego renovado 

E apesar de ser considerada tecnicamente uma bacia madura, ela tem fôlego para continuar mantendo sua produção sustentável pelos próximos anos pois há um imenso potencial de geração de valor em seus ativos. Se a Bacia de Campos reserva ainda muitas oportunidades, exige, também, esforços cada vez maiores. À medida que crescem os desafios, com o declínio natural de produção dos campos maduros, mais investimentos são feitos, seja para aumentar o fator de recuperação dos campos, seja para achar óleo novo. 

Todo esse esforço está concentrado em um grande plano de renovação já em andamento para a bacia, que abrange desde intensificação das campanhas exploratórios na camada pré-sal daquela bacia, além da interligação de mais de 100 poços aos sistemas que já estão em operação, de novos projetos de produção nos próximos anos, da extensão dos prazos de concessão dos campos de classe mundial de nosso portfolio daquela bacia, entre outros esforços. 

 

Gestão ativa de portfólio

Para conseguirmos investir nesse conjunto de iniciativas e assegurar a sustentabilidade da produção, precisamos ser seletivos em nossas escolhas e concentrar esforços nos ativos com maior potencial de geração de valor. A gestão ativa de portfólio se faz ainda mais urgente diante dos efeitos prolongados da maior crise global dos últimos cem anos, desencadeada pela pandemia do COVID-19, que causou uma queda acentuada no preço do petróleo e reduziu a demanda mundial. 

Por tudo isso, estamos focando em desinvestir em determinados projetos para investir naqueles que nos trarão mais retorno. 

O objetivo é preservarmos o caixa da companhia, reduzirmos o endividamento, mantermos a resiliência empresarial e conseguirmos assegurar o futuro sustentável da Bacia de Campos. Só assim nos fortaleceremos e teremos capacidade de focar na renovação desse polo fundamental para nossos negócios.

Confira as 5 novidades que vão garantir a renovação da Bacia de Campos: 

 

1.    NOVAS ÁREAS ADQUIRIDAS EM LEILÕES DA ANP E NOVAS DESCOBERTAS NO PRÉ-SAL DA BACIA DE CAMPOS ABREM CAMINHO PARA FUTURO PROMISSOR
 
As áreas da Bacia de Campos adquiridas nos leilões de blocos exploratórios promovidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre 2017 e 2019, oferecem oportunidades com grande potencial para se explorar e desenvolver. São 14 blocos exploratórios adquiridos, que ocupam uma área total de 12 Mil Km2 – o que equivale praticamente à extensão de uma nova Bacia de Campos. E a maioria dos prospectos promissores estão localizadas na camada pré-sal dessa bacia.

O intenso esforço exploratório de nossas equipes de geólogos e geofísicos já está rendendo frutos: as recentes campanhas descortinam uma nova fronteira exploratória no pré-sal daquela bacia, com potencial extremamente promissor.
 
Nessa área, já perfuramos os prospectos de Naru e Tartaruga Verde – que identificaram a presença de hidrocarbonetos e ainda aguardam os próximos passos das avaliações exploratórias – e começamos a perfurar a área de Urissanê em outubro. E os esforços não param por aí: para os próximos anos, a projeção é perfurar outros 20 poços exploratórios no pré-sal dessa bacia.
 

2.    IMPLANTAREMOS 3 NOVAS PLATAFORMAS DE PRODUÇÃO NOS PRÓXIMOS ANOS
 
Dentro dos esforços de renovação da Bacia de Campos, já programamos para 2023 a instalação de duas plataformas no campo de Marlim – com capacidade de produzir, juntas, 150 mil barris de petróleo por dia (bpd) – e uma unidade para o complexo integrado Parque das Baleias, com potencial de produzir sozinha 100 mil bpd. Além disso, novos projetos de revitalização estão em estudo para a região.
 

3.    TEMOS INVESTIDO MACIÇAMENTE EM SUA REVITALIZAÇÃO 
 
Se a Bacia de Campos produz hoje 800 mil boe por dia, é porque investimos maciçamente em sua revitalização. Para se ter ideia, se não tivéssemos aplicado recursos em sua recuperação, ela estaria produzindo hoje 300 mil boe por dia. Como a Bacia de Campos é madura, seus campos já atingiram o auge de sua produção – e hoje estão em fase de declínio, num processo natural que ocorre em todo ativo de petróleo e gás. 
 
Para reverter a curva de declínio, investimos nos últimos 10 anos US$ 53 bilhões nessa bacia, colocando em operação 269 poços, além de 10 novos sistemas de produção.
 

4.    INTERLIGAREMOS MAIS DE 100 POÇOS DE PRODUÇÃO AOS SISTEMAS JÁ INSTALADOS NOS PRÓXIMOS 5 ANOS
 
Nossa projeção é interligar mais de 100 novos poços aos sistemas de produção já instalados na Bacia de Campos. Esses projetos integram o desenvolvimento complementar dos campos já em operação e preveem um aumento expressivo do fator de recuperação desses ativos – que se traduz em perspectiva de aumento incorporação de reservas e maior geração de valor.
 
E você sabe o que é fator de recuperação? É o quanto de óleo conseguimos extrair de um reservatório. Pois bem: no caso dos campos maduros, aumentar o fator de recuperação dos campos é crucial para garantir sua eficiência e a sustentabilidade de sua produção. Isso representa um desafio enorme, já que eles estão em fase de declínio natural de produção. 
 
Para aumentar a vida útil do campo de Roncador, por exemplo, ativo de classe mundial da Bacia de Campos, firmamos parceria estratégia com a Equinor, empresa que é referência nesse segmento. Somente nesse campo, a expectativa é aumentar o fator de recuperação em pelo menos 5%. Com esse acréscimo, a expectativa é incorporarmos um volume adicional de aproximadamente 500 milhões boe à nossa produção.
 

5.    AMPLIAÇÃO DOS PRAZOS DE CONTRATOS DE CONCESSÃO DE CAMPOS ESTRATÉGICOS ASSEGURA NOSSA ATUAÇÃO NO LONGO PRAZO 
 
Outra perspectiva promissora é que conseguimos, junto à ANP, ampliar os prazos de contratos de concessão dos campos de Espadarte – por mais 14 anos, até 2039 -, além de Roncador, Barracuda, Caratinga e Jubarte  – os quatro, por mais 25 anos, além de 2050. Esse prazo estendido nos assegura traçarmos uma estratégia de atuação nesses ativos com horizonte de longo prazo.
 

Postado em: [Atividades]