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Carta aberta à FUP e seus 13 sindicatos filiados

22.Mar.2020

Rio de Janeiro, 20 de março de 2020

À Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus 13 Sindicatos filiados

A/C Senhor José Maria Rangel
 
Senhor Coordenador,
  
Fazemos referência à “Carta aberta à população brasileira” que V.Sªs também nos endereçaram, sob o assunto “Negligência perante a Pandemia de COVID-19”, referência infeliz, leviana e sobretudo injusta, não só com as empresas do Sistema Petrobras mas, sobretudo, com todos os trabalhadores e colaboradores que têm testemunhado os esforços que a Petrobras vem empreendendo para prevenir e combater a pandemia do coronavírus.
 
A crise que se abate no país conclama todos a unirem esforços em torno do mesmo ideal, para combatê-la, não insuflá-la, de forma a que não só a empresa, mas também o Brasil, passe por ela e saia mais forte.
 
Expediente como este, que aparentemente desconhece a verdade dos fatos, presta um desserviço, abre espaço à desinformação, tem potencial de gerar temor desnecessário, e definitivamente não contribui para o coletivo.
 
A Petrobras, desde o primeiro momento em que a disseminação do coronavírus foi elevada à categoria de pandemia, empenhou-se de forma incondicional para adotar ações efetivas na prevenção e combate à disseminação do COVID-19, preservando a saúde de todos os seus colaboradores.
 
Todos os casos de suspeita de contaminação mereceram pronto tratamento. Houve apenas um único confirmado até o momento, que sequer retornou às instalações da companhia. Todas as orientações dos órgãos governamentais estão sendo rigorosamente seguidas e amplamente divulgadas aos públicos internos e externo.
 
O trabalho remoto foi implementado em todas as atividades administrativas, inclusive nas áreas operacionais, como forma de reduzir a circulação de pessoas em reforço às ações de prevenção. Ações e ajustes foram adotados para reduzir os deslocamentos e viagens necessários às trocas de turmas. Todas essas movimentações seguem o disposto na legislação e não implicaram em redução de salário.
 
Pessoas que retornam de viagens são mantidas em observação pelo tempo recomendado até que a suspeita de contaminação seja afastada. Viagens foram canceladas e somente são realizadas em caráter excepcional mediante autorização. Reuniões presenciais foram descontinuadas e têm sido realizadas de forma virtual.
 
Materiais de higienização, produtos que sempre fizeram parte da equipagem das nossas instalações, foram reforçados. Também foram reforçadas as respectivas orientações e limpeza de ambientes.
 
Além disso, inúmeras outras medidas, inclusive mais amplas, estão sendo implementadas como ações de prevenção e combate ao coronavírus, em linha com recomendações do Ministério Público do Trabalho e de diversas autarquias e órgãos do Poder Executivo, bem como de órgãos internacionais.
 
Por tudo isso, a despeito do cumprimento de todas as ações de prevenção e combate tomadas de maneira incondicional pela empresa, não se afigura razoável falar-se em “GREVE SANITÁRIA NACIONAL”, seja porque a Petrobras está adotando todas as medidas que estão ao seu alcance para prevenir e combater a disseminação do COVID-19, seja porque inexiste motivação apta a fundamentar uma paralisação a essa altura e em meio ao cenário nacional notoriamente conturbado, servindo à sua piora e degradação, o que, verdadeiramente, configuraria atitude temerária indesejável, supondo-se que os responsáveis não pretendam chegar a esse ponto e merecer tal rótulo.
 
Assim, a Petrobras conclama os Sindicatos e a Federação Única dos Petroleiros a refletirem quanto aos próximos passos que pretendem indicar para a categoria petroleira, a quem obrigatoriamente competirá deliberar a respeito, sob pena de configurar uma ação desautorizada dos respectivos dirigentes sindicais com as consequências daí decorrentes, sendo certo que a companhia se mantém aberta ao diálogo para esclarecer os pontos que as entidades ainda tenham dúvidas.