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Nossa diretora de Finanças e Relações com Investidores é eleita uma das 20 mulheres mais influentes do Brasil pela revista Forbes

04.mar.2020
 
 
Andrea Almeida, Diretora de Finanças e Relações com Investidores“Aprendi com um antigo chefe a nunca desperdiçar uma oportunidade. E tentei agarrar todas as que apareceram na minha vida”, conta a engenheira de produção que assumiu, em maio do ano passado, a função de diretora executiva em nossa companhia. Carioca, com família de origem portuguesa, ela diz que sempre recebeu muito estímulo para estudar. “Meus pais são muito simples, mas sempre incentivaram a minha irmã e a mim a nos transformarmos em pessoas capazes de lutar para alcançarmos uma vida bacana”, conta, acrescentando que sempre se especializou, apesar da rotina. “Claro que tem momentos desafiadores, mas, quando gostamos do que fazemos, encontramos tempo para conciliar tudo”.
 
 
Carreira na Vale
 
Andrea começou a carreira como trainee da Vale, onde ficou por 25 anos. Após os 10 primeiros anos, tornou-se gerente, apesar de sempre ter sido considerada uma profissional muito técnica. “No início foi difícil. Encontrei muitos chefes que queriam me barrar. Mas também encontrei outros que abriram meu caminho. Sempre gostei muito de gente”, lembra. Na primeira área que gerenciou, teve a oportunidade de participar da  estruturação da área de risco de mercado que não havia em quase nenhuma empresa. “Foi incrível poder começar do zero. Construímos todo o suporte à tomada de decisão na área financeira, avaliando a volatilidade dos preços dos produtos, taxas de juros e moedas no fluxo de caixa. Conseguimos excelentes resultados”.
 
Dois anos e meio depois, passou a gerente geral da empresa, onde também cuidava de risco de crédito e risco operacional. Para a executiva, ser uma mulher em uma área com predominância de homens, com o objetivo de construir uma nova metodologia, foi um grande desafio desse momento. “Saber ouvir as pessoas e incentivá-las a trazer suas experiências para participar da construção de um novo modelo de risco operacional foi o ponto-chave. Tanto que, cerca de um ano e meio depois, recebi o convite para ser diretora de risco na Vale, posição localizada na Vale Internacional”, conta. Com a nova função, mudou-se para a Suíça, onde morou por um ano e meio. Foi uma fase em que teve grande interação com as áreas comerciais.
 
Voltou para o Brasil em 2012, onde passou 3 anos até 2015. Em maio do mesmo ano, tornou-se a diretora financeira do negócio de metais básicos da Vale em Toronto, no Canadá. “Foi quando ganhei a visão da área financeira como um todo, de uma forma consolidada. Uma experiência maravilhosa, em que liderei um time de basicamente pessoas de outras nacionalidades e variadas culturas”.
 
A vinda para a Petrobras
 
“Se você me perguntasse há um ano e meio  onde eu imaginava que terminaria minha carreira, eu ia dizer que era na Vale. Foi quando, depois de 25 anos, surgiu o convite do Roberto (Castello Branco) para assumir como CFO da Petrobras”, conta Andrea. Segundo a executiva, foi uma decisão difícil, mas, por estar acompanhando o futuro que estava sendo construído para a companhia, e acreditar que tinha uma formação de finanças que a capacitava para a função, entendeu que conseguiria colaborar para a empresa atingir o objetivo final de ser mais competitiva, reduzir a dívida, estar mais preparada para o mercado de óleo e gás e totalmente pronta para competir com custo de capital menor. “Tudo que vinha sendo feito na Petrobras era muito sólido. E, de fato, eu já sou apaixonada pela empresa”, conta.
 
Após um mês conhecendo a companhia e seus processos, já tinha várias ideias. “Sozinha não se chega na solução e o time é brilhante. Quando trazemos sugestões e encontramos uma equipe criativa e que quer realizar, surge um poder incrível”, destaca, acrescentando que, em sua opinião, apenas lidera essa força. “Construímos um time unido. A conquista não é minha, é nossa. A força vem das pessoas”.
 
A executiva destaca a área de relações com investidores, que considera “um mundo novo”. Para ela, além da agenda ser muito positiva, temos que construi-la com transparência e credibilidade para o investidor. “Queremos ser realistas e entregar tudo que prometemos. É muito legal fazer parte dessa transformação que está acontecendo na empresa”, conclui.
 
 
Futuro
 
A lista de metas da executiva da companhia está longe de ser simplificada. Passa não só por conseguir entregar a agenda de transformação da Petrobras, reduzir o custo de capital da empresa e a dívida, reduzir o custo médio de captação, como também levar a companhia para um patamar mais competitivo, promover a transformação cultural, além de destacar a meritocracia incentivando os colaboradores a trazerem boas ideias. Outros desafios são implantar o EVA como uma metodologia de gestão que irá impulsionar o programa de remuneração variável implantado em 2019, apoiar as áreas de produção no desenvolvimento da produção no Brasil juntamente com a descarbonização e focar nos ativos de maior retorno, como o investimento no pré-sal.
 
E na vida pessoal? “Acho que só quero ser feliz e ver meu filho feliz também. Meu filho é muito meu companheiro, desbravando o mundo comigo. Lembro dele pequenino, subindo em cima dos livros. Mas ficava quietinho, me deixava estudar. Quando morei na Suíça, foi uma experiência muito difícil para uma mulher com um garoto de 11 anos. Mas ele está sempre junto de mim. Dar suporte o tempo todo para ele, a quem eu quero ver muito feliz, é, talvez, meu maior compromisso com o mundo”, conta, com emoção.