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Plano de Negócios e Gestão: PNG 2014-2018 Investimentos de US$ 220,6 bilhões

11.mar.2014

Leia abaixo comunicado oficial que divulgamos a respeito do nosso PNG 2014 –2018:

O Planejamento Estratégico Horizonte 2030: PE 2030

Pavimentando o caminho para o futuro, em 25 de fevereiro de 2014 o Conselho de Administração (CA) da Petrobras aprovou o Plano Estratégico 2030. Ao analisar o ambiente de negócios no mundo, como as mudanças do marco regulatório brasileiro, com a criação dos regimes de Cessão Onerosa e Partilha, a Petrobras fez as suas Grandes Escolhas que vão orientar nossos negócios no horizonte do Plano. A Escolha fundamental é produzir, em média, 4 milhões de barris por dia de petróleo de 2020 a 2030, nos posicionando entre as cinco maiores empresas integradas de energia do mundo. 

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O Plano de Negócios e Gestão: PNG 2014 - 2018

Detalhando os cinco primeiros anos do Plano Estratégico 2030, o CA aprovou o Plano de Negócios e Gestão - PNG 2014-2018, com US$ 220,6 bilhões a serem investidos pela Petrobras. Outros US$ 63,0 bilhões deverão ser aportados por empresas parceiras em projetos no Brasil, totalizando US$ 283,6 bilhões.

A área de Exploração e Produção (E&P) da Petrobras investirá no Brasil US$ 153,9 bilhões, crescimento de 4,3% em relação ao Plano anterior. Adicionalmente, nossos parceiros aportarão US$ 44,8 bilhões.

Do total de investimentos em E&P, 73% serão alocados para desenvolvimento da produção, 15% para exploração e 12% em infraestrutura.

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No período de 2014 a 2018, 28 novas unidades de produção entrarão em operação, assegurando a produção de óleo de 3,2 milhões bpd em 2018. Em 2020 alcançaremos 4,2 milhões bpd. O atingimento desta curva está vinculado a algumas variáveis, entre estas o desempenho da indústria de bens e serviços no Brasil e no exterior.

O Pré-sal representará 52% da produção de 2018.

Se acrescentarmos o gás natural, a produção total da Petrobras no Brasil será 3,9 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2018 e 5,2 milhões de boed em 2020.

Em 2014 a produção de petróleo crescerá 7,5% (+/- 1 p.p.). Para tal, em 2013 tivemos a conclusão de 9 plataformas, adicionando mais 1 milhão bpd de capacidade. A P-63 e a P-55 iniciaram operação no final de 2013. A P-58 inicia produção neste mês de março e as unidades P-62, P-61 e TAD no 2º trimestre. Ainda em 2014 estarão concluídas as unidades Cidade de Ilhabela e Cidade de Mangaratiba.

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As refinarias da Petrobras alcançarão 3,3 milhões de bpd de capacidade em 2020. A Refinaria Abreu e Lima (PE) e o COMPERJ (RJ) entrarão em operação em 2014 e 2016. Já as refinarias Premium I (MA) e Premium II (CE) encontram-se em processo de licitação.

Os projetos da área de Abastecimento no PNG 2014-2018 totalizam US$ 38,7 bilhões em investimento, parte Petrobras.

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A área de Gás e Energia investirá US$ 10,1 bilhões de 2014 a 2018 na expansão da produção de fertilizantes (+169%), da geração termelétrica (+20%) e no atendimento às distribuidoras de gás (+33%).

Destacamos as obras em execução: Unidade de Fertilizantes de Três Lagoas, Unidade de Fertilizantes de Uberaba, gasodutos de escoamento de gás do Pré-Sal (Rotas 2 e 3) e Unidades de Processamento de Gás Natural. 

A atuação Internacional da Petrobras tem foco no crescimento da produção de óleo e gás, participando em oportunidades exploratórias na América Latina, na África e nos EUA.
A meta é produzir, em 2020, 152 mil bpd de óleo (294 mil acrescentando o gás natural). O segmento de E&P representa 92% dos US$ 9,7 bilhões a serem investidos no exterior.

O segmento de Distribuição prevê investir US$ 2,7 bilhões no período, visando à manutenção da liderança no mercado de combustíveis. Acompanhando a evolução do consumo doméstico, a área de biocombustíveis planeja investir US$ 2,3 bilhões em etanol e biodiesel.

Financiabilidade do PNG 2014 - 2018

O PNG 2014-2018 pressupõe o retorno dos indicadores “Dívida líquida/EBITDA” e “Alavancagem” aos limites, de 2,5x e 35% respectivamente, em até 24 meses, conforme Política de Preços apreciada pelo Conselho de Administração em 29/11/2013.

Os projetos em fase de avaliação, totalizando US$ 13,8 bilhões, possuem baixa maturidade e não estão incluídos na financiabilidade do PNG. Assim, considerou-se na análise US$ 206,8 bilhões.

A principal fonte de recursos será nossa geração operacional de caixa, crescente de 2014 a 2018. O aumento da produção nos tornará exportadores líquidos em 2016, e então nossas receitas totais em Reais, segundo as premissas adotadas, serão maiores quando a taxa de câmbio aumentar (Real mais desvalorizado em relação ao Dólar americano) ou se o preço internacional do petróleo subir.

Assim, ao planejarmos os recursos para os cinco anos de investimentos, de 2014 a 2018, adotamos premissas de preços internacionais de petróleo decrescentes e de taxas de câmbio mais baixas (Real mais valorizado em relação ao Dólar americano). Nessas condições, a análise de financiabilidade é mais rigorosa.

No horizonte 2014-2018, as simulações mostram que a trajetória de câmbio com taxas mais elevadas (Real desvalorizando em relação ao Dólar americano) conduz a melhores resultados financeiros do Plano, mesmo nos casos em que, no curto prazo, não se considera paridade dos combustíveis aos preços internacionais.

 As premissas do Plano 2014-2018:

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- preço por barril do petróleo (bbl) tipo Brent de US$ 105/bbl em 2014, diminuindo para US$ 100/bbl até 2017 e US$ 95/bbl a partir de 2018;

- taxa de câmbio média de R$ 2,23/US$ em 2014, valorizando para R$ 1,92/US$ no período do plano.

Os recursos para o financiamento do Plano serão provenientes da geração operacional de caixa e desinvestimentos (US$ 182,2 bilhões), uso de caixa excedente (US$ 9,1 bilhões), reestruturações nos modelos de negócio (US$ 9,9 bilhões) e captações (US$ 60,5 bilhões bruta e US$ 5,6 bilhões líquida).

Para obter parte dos recursos, a Petrobras realizou, em 10/3/2014, uma oferta de títulos no mercado internacional captando US$ 8,5 bilhões. Esse montante será incorporado ao caixa da Companhia e, portanto, a operação em si não eleva o seu endividamento líquido.

Na medida em que investirmos além de nossa geração operacional, aí sim, o endividamento líquido crescerá. Entretanto, crescerá também a produção de petróleo e de derivados aumentando a geração operacional de caixa. Isso resulta em Fluxo de Caixa Livre, antes de dividendos, a partir de 2015, reduzindo significativamente a necessidade de captação líquida (novas dívidas).

Além disso, nossas iniciativas para reduzir e controlar custos impactarão positivamente a geração de caixa. Por isso o PNG 2014-2018 dá continuidade a Programas Estruturantes como o PROCOP -  Programa de Otimização de Custos Operacionais; o INFRALOG - Programa de Otimização de Infraestrutura Logística; e o PRC-Poço - Programa de Redução de Custos de Poços.

No ano de 2013, o PROCOP trouxe uma economia de custos de R$ 6,6 bilhões. O INFRALOG e o PRC-Poço, redução de R$ 1,5 bilhão em investimentos. Esses resultados evidenciam a importância desses programas, que estabelecem novas referências de produtividade e gestão e asseguram disciplina na utilização dos recursos financeiros da Companhia.

Postado em: [Institucional]

4 comentários

CARMEN PAES

14.ma.2014

Boa noite, sou brasileira e defendo e detenho todas as informações sobre esta empresa que é 100% brasileira, porém, como sou universitária e sempre meus projetos foram baseados na PETROBRAS, agora busco plano de negócio que é p tema vigente, mas não consegui, desta vez as informações necessárias relacionadas em quantos $ serão necessários para a implantação da estratégia deste ano, onde irão investir, o que vão criar para facilitar e diminuir custos finais a nós brasileiros, gostaria mesmo que tivessem estas e outras respostas, pois quero continuar defendendo a tese de que a Petrobras é uma empresa 100% pioneira em tudo que faz e consegue sempre o que almeja em prol a todos os brasileiros. agradeço se houver resposta. Abraço e parabéns desde já...

Fatos e Dados

16.ma.2014

Olá, Carmen.

Sugerimos que navegue pelo site de Relacionamento com Investidores, que reúne informações também sobre o Plano de Negócios e fatos relevantes relacionados.

Saudações,

a equipe.

Fernando

13.ma.2014

Gostaria de saber se terão investimentos em São Paulo. Quanto será o investimento em E&P em São Paulo e outros de encomendas à economia Paulista. Serão ampliadas as refinarias? Novos gasodutos serão construídos? Pólo petroquímico será ampliado? Afinal, onde está a maior indústria de São Paulo poderia contribuir para o crescimento do país e reduzir importações de bens e serviços, contribuindo para crescimento dos demais estados, já que São Paulo compra grande parte dos insumos industriais de fora do estado.

JONATHAN DIAS NASCIMENTO

12.ma.2014

Não consigo entender, apesar das simulações, como que as receitas totais serão maiores quando a taxa de câmbio aumentar (Real mais desvalorizado em relação ao Dólar americano) se a Petrobras necessitará captar cerca de US$60 bilhões até 2018 e além disso necessitará continuar a importação de derivados pelo menos até 2019, de forma a abastecer o mercado nacional, conforme previsão de entrada em operação das refinarias Premium I e II (o que pode atrasar, visto que as refinarias ainda estão em licitação). Questões: 1)Porque a empresa é obrigada a abastecer o mercado interno brasileiro de combustível mesmo que para isso tenha que ter enormes prejuízos ? 2)Porque a empresa não cobra do governo subsídio referente a esse defasagem? Assim como o governo fará com o setor energético? 3)Qual a previsão de reajuste dos combustíveis de forma a retornar os indicadores “Dívida líquida/EBITDA” e “Alavancagem” aos limites, de 2,5x e 35% ?

Leandro bentes

11.ma.2014

Muito bom esse investimento para que podemos alcançar a alto suficiência...Gostaria de saber sobre os investimentos no Amazonas e se a obra de Silves e do ta de Coari vai sair.

Fatos e Dados

13.ma.2014

Olá, Leandro.

As informações sobre o Plano de Negócios e Gestão 2014 - 2018 podem ser encontradas em apresentação disponível no nosso site de Relacionamento com Investidores.

Saudações,

a equipe.